Pela primeira vez desde que fiz minha passagem, tenho um espaço para comunicar aqui o que eu vejo, sinto as pessoas que converso.
E, quero estar aqui com vocês, se possivel até que a morte nos una novamente em um só pensamento.
Depois de estar um certo tempo por aqui, obtive a permissão para ser um socorrista de cemitério, são espíritos que são enviados por uma falange de luz espiritual para auxiliarem aquelas almas sofredoras que não se conformam que ali estão, muitas vezes vindas a enxergar seu túmulo pelo espiritismo ou pelos irmãos da umbanda.
O Cemitério a noite, esta longe de ser um lugar tranquilo, me lembra mais um shopping, onde várias entidades vem em busca dos sentimentos negativos e um tristeza que passaram por aqui durante o dia de hoje.
Os corpos, ainda frescos emitem para a nossa frequencia um barulho muito alto de gases explodindo, com muitas luzes que são os gases de muitos remédios.
Normalmente as almas dos recém chegados, não estão aqui, sairam do corpo horas atras, lá no hospital ou em casa amparados por seus familiares.
Podem voltar pra cá sim, quando não aceitam a morte, ou não se dão conta que o mundo espiritual, é tão real quanto o mundo da matéria.
E tem outros espíritos, chamado de errantes, que estão por aqui ha tanto tempo, que mesmo sendo chamados para viverem na atualidade, preferem seguir uma rotina de sairem andando e depois retornarem. Estão tão densos ainda, que um pouco de ectoplasma causado pelo medo os torna visíveis.
São espiritos que simplesmente, por vaidade, se recusam a aceitar que morreram, Jovens e mulheres sintuosas e vaidosas, estas se arrumam muito e frequentam seu locais de noite preferido, voltando antes do dia amanhecer.
Homens são mais dificeis de serem vistos nesta situação, pois o que os ligava a matéria, não era a vaidade, mais a materialidade.
Outro dia, tinha um por aqui, atras do SEU ROLEX.
Vamos ao Caso de Hoje:
Nas rondas, os socorristas são como vigilantes que oferecem apoio em intimar, procuram levar estes espíritos para nossos centros de recuperação, onde são amparado por outra equipe.
Atrás de uma lápide um choro baixo, cortado, lembrando o choro de uma criança;
- Que fazes aqui irmã - perguntei
- Fui morta pelo meu namorado de 15 anos, por ciúmes.
Ele vem aqui todos os dias pedir perdão, mas ainda não consigo perdoa-lo.
- Irmã enquanto você não tentar, não conseguirá se livrar da matéria e continuar sua evolução.
- Não sei como fazer isso.
Então vamos te ajudar, você disse que ele vem todos os dias? pois bem amanhã viremos com você, na mesma hora, por enquanto você vem conosco para o pronto socorro, se tratar e se fortalecer.
Dia seguinte, estava lá o jovem, com um buque de rosas na mão, chorando ao lado da sepultura.
A menina ficou de nosso lado, meu companheiro atrás, projetava em sua mente as cenas para o que aconteceu quando o ele a matou.
Eu fiquei em frente segurando pelo braços
Assim que a cena acabou meu companheiro, mentalmente projetou a ele ?
- VOCÊ SE ARREPENDE ?
ele desatou a chorar, eu soprei e o vento despetalou sua rosas, deixando apenas uma pétala.
Ai eu disse a irmazinha Jéssica, diga que o perdoa, e que a partir de hoje seus sentimentos se separam.
Ela dobrou os joelhos, deu-lhe um lindo beijo na fronte, e disse não vejo pecado em ti por me amar demais.
Neste instante, de dentro dele saiu um vampiro de 3 metros de altura, uma criatura medonha, bateu asas de morcego e saiu voando.
Jessica seguiu conosco para o mundo espiritual e Pablo, continuou e seguiu sua vida e seu Karma.

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